bem-agradecida

domingo, 10 de abril de 2011 às 23:35
e por te ver ali, arquétipo da perfeição, que me senti, não pela primeira vez, mas unicamente amada. aquele teu estar tão quieto e sereno, como quem espera sua hora de se permitir. aquele seu jeito carinhoso de me puxar. sem pedir. você poderia clamar por fuga, reclamar teu silêncio. mas não, com tua mansidão de ator, esperou-me. e por te ver ali, arquétipo do desmedido, que me senti livre. vi tuas mãos segredando meus terrenos. risos de lascívia me passando códigos. teus gestos me deixando rubra e, ao mesmo tempo, me deixando tua. é faz-de-conta, minhas repressões. e por te ver ali, arquétipo do tolerante, ouvindo-me e podando minhas queixas, que me faço sortuda. é nesse teu entregar agudo, gostoso e particular, que peço que venha, não saia, que por aqui se deite. e por te ver ali, arquétipo do apaixonado, que não precisa de nada para se fazer ser e representar, que te amo. e peço salvas ao teu amor. e peço por manhas teu calor imanente. e peço, mesmo que por fim, você me baste.


"O amor que ainda não se definiu é como uma melodia do desenho incerto. Deixa o coração a um tempo alegre e perturbado e tem o encanto fugidio e misterioso de uma música ao longe" [ Érico Veríssimo ]

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